Don Quixote
Amor.
Quem tem-me a glória roubado?
O fado.
Quem me quer tão neste breu?
O céu.
Sendo assim, é pavor meu
morrer deste mal tirano,
pois aumentam em meu dano
o amor, o fado e o céu.
Quem me há de emendar a sorte?
A morte.
E o bem de amor, quem alcança?
Mudança.
E os seus males, quem os cura?
Loucura.
Sendo assim, não é cordura
querer curar a paixão,
quando os seus remédios são
morte, mudança e loucura.”
(O engenhoso fidalgo D. Quixote de La mancha - Miguel de Cervantes Saavedra)
Alguns motivos para nós artistas, pela própria força da temática, já chegam com meio trabalho realizado e a figura de Don Quixote e seu fiel escudeiro, Sancho Pança, é uma delas.
Inegável a grandeza desse personagem de Cervantes e hoje mostro minha representação dentro de meu estilo. Certamente um tema que irei explorar mais vezes pela riqueza de sua história.
Em breve, mais novidades e posso dizer que os retratos andam me tomando boa parte do tempo - felizmente, pois estou adorando essa nova experiência!
Gilberto Cabral
gcabral.rj@bol.com.br





