Wednesday, October 26, 2005

Rumo à segundona (ou confraternização)

Quando idealizei esse quadro, tinha no humor meu ponto de partida. Interessante como as situações mudam e, o que teria apenas um clima de diversão com meus amigos flamenguistas e vascaínos, tornou-se uma crítica ao (infeliz) momento das torcidas organizadas. Com um delicioso saudosismo, lembro-me de ir aos domingos com meu pai e irmãos ao Maracanã, sem dúvida um evento aguardado durante toda a semana. A vitória ou derrota eram elementos secundários, sempre havia a certeza de um excelente jogo e uma festa particular das torcidas. Hoje, infelizmente, com esse quadro, não posso mais sonhar em levar meu pequeno uniformizado para assistirmos ‘nosso’ tricolor das Laranjeiras. Os estádios viraram verdadeiros ringues onde uma parcela despreparada, sai de casa com intuito de brigas, confusões e até atos piores.

Sem esquecer o lado reportivo que nós artistas temos, hoje faço meu apelo usando minha única arma: meu pincel. Espero que outros pensem dessa forma para um dia, oxalá, eu possa fazer como meu pai e mostrar a beleza dessa paixão aos meus filhos… Sem a presença do Galvão Bueno.

Posted by Gilberto Cabral at 17:13:32 | Permalink | Comments Off

Wednesday, October 19, 2005

Desenho

Apesar da excelente relação que tenho com a pintura, não posso deixar de dizer que minha grande paixão é o desenho.

Por estarmos há mais tempo ‘juntos’, como já disse, guardo até hoje meus primeiros rabiscos, meus primeiros monstros e super-heróis, talvez essa relação tenha se estreitado, para estar praticando não preciso mais que um pedaço de papel e um lápis. A disponibilidade é uma excelente cúmplice para nós, amantes do desenho.

Tenho ao lado de todos meus telefones um bloquinho que me rende constantemente bons temas para minhas pinturas. Apesar da preferência latente pela figura humana, jamais me esqueci de uma lição de um grande mestre da pintura surrealista, Oscar Palácios:

- Desenhe sempre e desenhe tudo! Não se limite a temas, nada mais fascinante que você descobrir os segredos de um apontador.

Existem coisas que presisamos da maturidade para uma compreensão plena, mas essas palavras fizeram efeito e agradeço por tê-las ouvido e, hoje, sempre que me perguntam sobre técnica, livros ou cursoss, repito a frase do mestre/amigo.

Hoje estou inaugurando mais uma pasta com alguns desenhos de 94 e 95, uma época que produzi muito pois descobri o lápis aquarelado Caran’dache, até hoje, um companheiro inseparável.

Posted by Gilberto Cabral at 16:22:04 | Permalink | Comments Off

Tuesday, October 11, 2005

A Música

A música, dentre as manifestações artísticas, sempre andou lado-a-lado em minha vida. Meu primeiro contato com um instrumento foi, como a maioria das crianças, com a famosa flauta doce. Fiz umas 2 aulas, no máximo, e foi o suficiente para perceber que ‘embocadura’ não seria meu forte.
 Um pouco depois, tentei o piano e violão. Definitivamente vi também que minha veia musical não transitava pela harmonia. Com uns 10 anos ganhei um bongô e fiquei completamente maravilhado pelo mundo da percussão. Com muita insistência e graças a minha querida avó, sempre uma ufanista admiradora e conivente de minhas vontades, ganhei minha primeira bateria e nunca mais parei de tocar. Profissionalizei-me, toquei bastante desde o circuito-noite (bares, casas noturnas), até ter minhas bandas e fazer apresentações nas boas casas da época. O tempo passou, a responsabilidade aumentou e optei por um caminho profissional menos aventureiro que a carreira de músico. O sonho de uma dedicação integral se foi, mas o prazer de tocar está vivo até hoje. 

Graças a essa eterna paixão, hoje brinco com meus pincéis nessa temática que tanto me fascina, os músicos, o jazz, sambistas e toda representação musical estão retratadas nessa nova ‘fase’ que, entre aspas propositalmente, homenageia essa fascinante forma de expressão, tão presente na vida de todos nós: a música!

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